MARIANA ESTER - MINHA NETA

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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

segunda fase do GESTAR II - RELATO DA FORMAÇÃO


SEGUNDA FASE DO GESTAR II

RELATOS DA SEMANA DE FORMAÇÃO

DATA: 21 À 25 DE SETEMBRO DE 2009

LOCAL: NATAL – RN

PROFESSORA: MESTRA ZENAIDE DIAS

ESTUDO DOS TPs: 1, 2 E 6

A segunda etapa de formação do GESTAR II realizou-se de 21 a 25 de setembro do ano em curso, em Natal – RN, mais especificamente no hotel Praia Mar, com a Professora Mestra Zenaide Dias que nos acolheu com alegria.

No primeiro dia fomos recepcionados com um café no salão do hotel com todas as turmas de Língua Portuguesa e Matemática, na oportunidade foi novamente apresentada a equipe formadora e houve uma bonita apresentação de uma coreografia por um grupo de danças. Em seguida fomos para a sala, a professora fez sua apresentação, pois não a conhecíamos, depois cada professor-formador se apresentou e socializou o seu trabalho com o GESTAR no seu município. Foi uma rica experiência, na qual trocamos informações, opinamos e buscamos concretizar os nossos anseios, amenizando nossas dúvidas.

Após a socialização a Mestra Zenaide teceu comentários parabenizando e incentivando o trabalho, mostrou orientações fundamentais para a confecção e organização do Portifólio que estamos construindo com os relatos do nosso trabalho. Seguindo seu planejamento, a mestra fez a pergunta: como trabalhar Língua Portuguesa; ouvindo e socializando as possíveis respostas, conhecimento prévio para o estudo do TP 1, mostrando as características da língua, variantes lingüísticas, discutindo as interrelações entre língua e cultura; os dialetos e os registros do Português, enriquecendo todo o conteúdo com o filme Cidade de Deus - Coroa do Imperador , partes 1 e 4, a partir desse, a mesma argumentou questões como dialetos, registro, norma culta, modalidades de língua, entre outros, aprofundando, ainda, esses pontos com o texto: NOIS MUDEMO, fazendo um paralelo entre o que lemos e o que escrevemos; mostrando que os valores tanto pessoais quanto dos grupos são constituídos historicamente porque expressam a cultura dessas pessoas ou grupos e dependem basicamente das experiências de vida do indivíduo e de seu grupo, ocorridos em determinada época e lugar.

No segundo dia - Continuando o estudo com o TP 1 foi discutido as características do texto literário como aquele que apresenta liberdade completa no uso das variantes da língua e vai criando limites e adequação de cada escolha do autor. Após as exposições dialogadas foi trabalhada a música “TROCANDO EM MIÚDOS” de Chico Buarque de Holanda, complementando o que já havia sido discutido. Depois foi realizada a atividade 11 da unidade 2: O CASAMENTO DOS PEQUENOS BURQUESES, discutindo a estrutura simples e repetitiva do poema e as ambigüidades fundamentais existentes, como também as variantes lingüísticas do texto literário. Foi feito um paralelo entre as letras das músicas Trocando em Miúdos e Assum Preto, enfatizando o uso da norma culta e/ou coloquial; o uso da gramática normativa como padrão; que não deve ser exigida ou trabalhada sem um significado ou contexto. Foi realizada uma leitura compartilhada da seção 1 da unidade 3, discutindo a importância do texto verbal e não verbal e da leitura como processo de atribuição de significados a qualquer linguagem. Foi realizada uma leitura do texto “Ampliando nossas Referencias” e em grupo foram analisadas atividades do AAA e socializadas para maior conhecimento do grupo.

A tarde iniciou-se o estudo com o TP 2 que trata da análise literária, tecendo considerações sobre o uso da gramática descritiva como processo de construção do conhecimento reflexivo. Foi realizada mais uma leitura compartilhada onde se discutiu a utilização da gramática identificando-a não como privilégio da norma culta, mas como um meio de busca de enriquecimento de um conhecimento prévio trazido pelo aluno para a sala e aula.

No terceiro dia continuando o estudo do TP 2, foi realizada uma leitura compartilhada do texto: “Ampliando nossas referências” da unidade 1, surgindo uma discussão sobre o ensino da gramática e seu tratamento funcional que trata a língua na situação de produção, contexto e sentido; a atividade referente ao texto com questões para compreensão e de cunho reflexivo através da socialização da mesma. O estudo das unidades, 4, e 5 se deu através de exposição dialogada e questionamentos. Na unidade 6: frase e sua organização,realizou-se a leitura do texto: “o Aluno Ideal” com uma rica discussão, além da realização das atividades 7, 11 e 12, que foram muito bem exploradas pela mestra com a participação de todos os professores-formadores. Houve uma pausa no estudo para apreciarmos o trabalho do poeta Antonio Francisco,autor de muitos cordéis, inclusive do livro “DEZ CORDÉIS NUM CORDEL SÓ” que presente nesse evento, mostrou o seu talento como repentista contribuindo para enriquecer o nosso conhecimento sobre a língua, dialetos e registro inseridos nos seus versos, já trabalhados durante o estudo. Ao retornamos a sala, o estudo continuou, desta vez sobre a ARTE, tema da unidade 7, discutindo a importância do papel, as características da linguagem “para termos clareza quanto ao poder da mesma num mundo marcado pela concorrência e pela luta no mercado de trabalho, cada vez mais ávido de informações.” na leitura compartilhada ARTE E FANTASIA” e na música “FANTASIA” de Chico Buarque, ficou muito bem esclarecido que quando nós vemos, lemos, ou pensamos em arte, devemos ter em mente a beleza, a estética, a criatividade, para definir o real do imaginário.

A tarde desse dia, assistimos ao filme: O CARTEIRO E O POETA, que retrata toda a subjetividade da arte, o qual gerou uma discussão que levou ao entendimento de que a arte é uma forma de conhecimento que está relacionado ao cotidiano humano, uma manifestação artística que se vive, mas muitas vezes não se percebe pela falta de conhecimento e internalização do belo.

Nessa tarde, ainda houve uma seção de leitura compartilhada do texto DONA INÀCIA, para a identificação das figuras de linguagem e outros recursos do texto literário que constitui uma condição estética, mostrando a beleza e a riqueza de linguagem. E para encerrar, em grupo, foi realizada uma análise das atividades do AAA e escolhida as mesmas que devem ser trabalhadas em sala de aula justificando a escolha mediante o que foi estudado e debatido.

No quarto dia, após a socialização das atividades do AAA,a mestra iniciou o estudo com o TP 6, uma continuidade do TP 5 trabalho na primeira fase do GESTAR, gêneros textuais, trabalhando agora a argumentação e a produção textual de forma planejada usando a escrita, a revisão e a edição, mostrando que os erros, as dificuldades com a memória e a atenção são pontos de negociação de significados que o professor utiliza para desenvolver atividades e sugerir saídas diferenciadas durante a escrita. Em seguida foram propostas várias tendências na produção de uma literatura para adolescentes e critérios de seleção de obras, tendo em vista o gosto e o estilo que o mesmo vive e segue.para enriquecer o conhecimento foi exibido filme “ESCRITORES DA LIBERDADE” que mostra de forma criativa atividades capazes de despertar no aluno o prazer e o valor da literatura e da produção textual , como também alguns valores que o adolescente cultiva, como a liberdade de expressão. Na unidade 22, foram apresentados elementos de reflexão e estratégias relacionadas ao planejamento de textos, e, na atividade 3 da seção 1 nos foi sugerido que escrevêssemos conforme as instruções escritas, para descobrirmos e introduzirmos mais conscientemente as partes de um texto argumentativo, para tanto foram desenvolvidas outras atividades que visavam levar cada um a refletir sobre seu próprio processo de planejamento relacionando-o com o objetivo da atividade de escrita e a condição sócio-comunicativa.

No quinto dia, foram socializadas as produções individuais de acordo com o planejamento e discutidas as concepções de mudança na produção textual, solicitando ao aluno um planejamento, revendo a prática de escrever, criar e analisar obras literárias para o nosso aluno. Houve, ainda, uma seção de estudo, analise e escolha de atividades do AAA, justificando e socializando a tarefa. Depois um vídeo com muito humor, para descontrair, mas também com uma figura de linguagem muito usada por todos: pleonasmo. A mestra Zenaide, teceu suas considerações a respeito da semana de formação e encerou a mesma com uma avaliação.

E agora: O que dizer? Foi maravilhoso, muito estudo, muita aprendizagem, muita troca de experiências e muitas dúvidas, claro! Porque quanto mais nos aprofundamos mais descobrimos necessidade que temos de buscar o novo, de enriquecer o que já temos, de inovar o que é preciso. Com o trabalho que fizemos durante a semana detectamos tudo isso. E as dúvidas são partes desse processo de busca e de crescimento. Parabéns Mestra Zenaide, VOCÊ é simplesmente uma EXCELENTE formadora (TUTORA)!!!!


Rimando também relata-se:

Chegamos segunda-feira

Na melhor das intenções

Pra continuar o estudo

Do GESTAR, mas indecisões

Aconteceram na entrada

Levando-nos pra outro lado

Sem termos outras opções



Ao entrarmos na sala

Notamos uma mudança

O Prof. Ricardo não veio

Mas a Zenaide nos alcança

Com grandes colocações

Essa troca foi perfeita

A turma dessa vez avança


E no primeiro momento

Se deu a socialização

Cada colega falou

Da realização

Do GESTAR com sua turma

Mostrando esse trabalho

Com muita satisfação


Depois que todos falaram

A mestra com atenção

Falou de blogs, portfólio ou e-mail.

Como importante sugestão

Pra documentar o trabalho

Feito com todo cuidado

E com muita dedicação



Estudamos o TP1

Tecendo considerações

Discutimos atividades

Apontando sugestões

O TP 2 complicou um pouco

Com a questão da gramática

Gerando boas discussões.


Assistimos alguns filmes

Vídeos de expressivo valor

Músicas que nos incentivaram

Pra trabalhar com humor

Despertando criatividade

E outras possibilidades

Na ação do professor.


TP 2 e TP 6

De igual valorização

O estudo da gramática

Descritiva e reflexão

Planejamento cuidadoso

Na produção de textos

Realizando a socialização


A turma interagiu

Durante todos os dias

Aqui e acolá conversando

E às vezes não atendia

A mestra chamava a atenção

Aí todos se calavam

Ouvindo o que a mesma dizia.


Mas, mestra paciência

Nós só estávamos socializando

A conversa paralela

Que estava atrapalhando

São angústias escondidas

Que à medida que falavas

Estavam em nós aflorando


Este encontro proveitoso

Mexeu com nossa cabeça

Dúvidas temos de montão

Deixe que os encontros aconteçam

Prepare-se para os e-mail

Solicitando ajuda

Para que bons resultados apareçam


Parabéns pelo trabalho

Realizado com amor

Você é uma grande mestra

Suas ações nos provou

Discussões e comentários

Feitos com enorme valor

De quem conhece o que diz

E fala o que ZENAIDE falou!!!



sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Segunda Fase do GESTAR II


OLA! Finalmente estamos na segunda fase do GESTAR II.

Vamos dar continuidade ao nosso trabalho e você continua como convidado para visitar este cantinho. Ele é e será sempre nosso!

Na troca de experiência o pequeno se faz grande e o grande se faz indispensável. Que tal crescermos juntos!

Já dizia um grande sábio

O saber se compartilha

As experiências se divide

Pelos caminhos e trilhas

Do conhecimento que se invade

Para não ser uma ilha!

Estudar e aprender

Duas palavras interessantes

Por estudo e por saber

Vivo uma vida incessante

Quanto mais aprendo mais estudo

Descobrindo que na vida

O que se aprende é inconstante!

Ensinamos, aprendemos

Nós damos, mas recebemos

E nesta troca buscamos

Sermos um pouco serenos

As experiências dos outros

Querem que experimentemos!

O GESTAR é uma experiência

Que com certeza deu certo

Esperamos que o trabalho

Desenvolvido correto

Renda frutos e mais frutos

A semente que floresce!!!

DÉCIMO SEGUNDO ENCONTRO

Universidade de Brasília - UnB

Centro de Interdisciplinar de Formação Continuada

Área de Formação: Língua Portuguesa
Coordenador (a) da Área de Formação: Profa. Zildiler Moreira da Silva

Formador - UnB: Prof. Ricardo
Formadora Municipal: Edileusa Moreira da Silva Fernandes
Estado: RN Município: Cel. João Pessoa
Nº. de cursistas: 05 (cinco) cursistas
Mês de referência: Outubro/2009

RELATÓRIO DO DÉCIMO SEGUNDO ENCONTRO – GESTAR II

LÍNGUA PORTUGUESA

Oi! Mais uma vez sejam Bem-Vindos!!!

Esse é o nosso ultimo encontro da primeira etapa. Nele vamos relatar um pouco do que estudamos, trabalhamos, inclusive do TP5, unidades 19 e 20, as quais estão inseridos no planejamento do 11º encontro. O mesmo se realizou na Secretaria Municipal de Educação, no dia 05 de outubro do ano em curso das sete e trinta às onze horas e trinta minutos. Sempre para iniciar, lemos um texto ou trecho relacionado, de certa forma, com o que estamos trabalhando no momento, o qual chamamos de reflexão, em seguida vivemos outros momentos:


1° momento: a reflexão;

A Lição da Borboleta


"Um dia, uma pequena abertura apareceu num casulo; um homem sentou e observou a borboleta por várias horas, conforme ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco.
Então pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso.

Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais.
Então o homem decidiu ajudar a borboleta: ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo.
A borboleta então saiu facilmente. Mas seu corpo estava murcho, era pequeno e tinha as asas amassadas.
O homem continuou a observá-la, porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e se esticassem para serem capazes de
suportar o corpo que iria se afirmar a tempo.
Nada aconteceu! Na verdade, a borboleta passou o resto de sua vida
rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas.
Ela nunca foi capaz de voar! O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia, era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo pelo qual Deus fazia com que o fluído do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de forma que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo.

Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossa vida.
Se Deus nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, ele nos deixaria aleijados. Nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido. Nós nunca poderíamos voar.

Eu pedi forças... e Deus deu-me dificuldades para fazer-me forte.
Eu pedi sabedoria... e Deus deu-me problemas para resolver
Eu pedi prosperidade... e Deus deu-me cérebro e músculos para trabalhar.
Eu pedi coragem... e Deus deu-me obstáculos para superar. Eu pedi amor...
e Deus deu-me pessoas com problemas para ajudar.
Eu pedi favores... e Deus deu-me oportunidades.

"Eu não recebi nada do que pedi...
mas eu recebi tudo de que precisava".

(Autor Desconhecido)


A mensagem foi lida refletida, discutida e muitos elementos estavam inseridos na nossa vida profissional, especialmente no trabalho com GESTAR mostrando que devemos continuar diante das dificuldades e que não devemos castrar a criatividade do aluno em nenhuma das situações vivenciadas, mesmo que não seja a melhor, pois com o tempo a aprendizagem vai se aperfeiçoando e criando laços de solidez e coerência.


2° momento: estudo das seções de cada unidade:

Foi realizada leitura compartilhada e em grupo, discussão e socialização do estudo das unidades, oportunizando o professor-cursista sugerir, concordar e discordar de alguns questionamentos envolvendo a relação lógica de identidade de um texto, estabelecendo a comparação entre elementos lingüísticos e situação de interação do autor e do leitor. Foi observado, também, por parte dos professores que essas unidades estão fortificando as anteriores, no sentido de se trabalhar a produção textual buscando coerência e continuidade de sentidos e que é necessário raciocinar de acordo com as relações dessa comparação e identidade dentro de um determinado contexto.


3° momento: ler, discutir, analisar e escolher dentre os Avançando na Prática da unidade 20 a ser aplicada na sala de aula:

Foram lidas, comentadas e analisadas, em equipe, as atividades do AAA, e a partir dessa análise se deu à escolha das que deveriam ser aplicadas na sala de aula, mediante o nível da turma que iria desenvolvê-las, tendo o cuidado de trabalhar sempre as que oportunizam o aluno a criatividade e produção textual, visto que: “ Para produzir sentidos , para ser coerente, um texto deve fornecer informações adequadas para que o leitor/ouvinte seja capaz de construir uma representação do mundo textual. As relações lógicas dão pistas sobre como essas informações devem ser organizadas. Reconhecer isso é parte das competências de leitura, de interpretação e de produção de um texto” (Maria Luíza M. S. Coroa)


4° momento: planejamento da Oficina e elaboração do calendário da socialização da mesma:

Dentre os avançando na prática, foi escolhido o da seção 1 da unidade 20, por estar ligado ao anterior (unidade 18), já trabalhado, com o objetivo de aprofundar mais a coerência e continuidade de sentido do texto, levando o aluno a ler, interpretar e descobrir a coerência ou não no texto produzido por eles ou em outros, como o exemplo do avançando. Nessa oficina não traçamos um cronograma para a socialização, por se tratar de uma continuidade ou reforço da anterior.


5° momento: concluindo o encontro...

Terminamos a primeira etapa do GESTAR II. Dizer que a aprendizagem foi suficiente é impossível, porque requer muito tempo e estudo, mas a troca de experiências, as orientações dos TPs, as atividades, os avançando na prática, foram subsídios maravilhosos para se fazer um bom trabalho. Agora, na expressão de Libâneo (1994, p. 192).: Cabe ao professor ter a criatividade e flexibilidade para escolher os melhores procedimentos, combiná-los, tendo em vista sempre o que melhor possibilita o desenvolvimento das capacidades cognoscitivas dos alunos . É necessário que o professor-cursista entenda e trabalhe a leitura na sala de aula como um processo de criação e descoberta em que o aluno, orientado pelo ele, deve ser capaz de perceber que o texto traz muito além das informações implícitas, e “entenda que por trás deles há um sujeito, uma história, uma ideologia e valores particulares e próprios da comunidade em que está inserido” e que esse tenha coerência e continuidade de sentido em todas as relações lógicas e com a situação em que é produzido.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

RELATÓRIO DO DÉCIMO PRIMEIRO ENCONTRO – GESTAR II




"A prática educativa é tudo isso: afetividade, alegria, capacidade científica, domínio técnico à serviço da mudança ou lamentavelmente, da permanência do hoje." (Paulo Freire)

RELATÓRIO DO DÉCIMO PRIMEIRO ENCONTRO – GESTAR II

LÍNGUA PORTUGUESA

Mais uma vez nos encontramos! Que bom!!! O encontro de várias pessoas com os mesmos objetivos se traduz em interação e troca de conhecimentos!

Esse encontro se realizou no dia 28 de setembro, na sala do GESTAR, com duração de quatro horas tendo início como sempre as sete e trinta e terminando às onze horas e trinta minutos, com o objetivo de socializar a Oficina da seção 1 da unidade 18: Quebra-cabeças com textos verbais e não-verbais. O encontro foi realizado seguindo as etapas seguintes:

1°: Leitura do texto e reflexão referenciando a continuidade de sentidos;

2º: Discussão sobre o conteúdo estudado nas unidades 17 e 18, tirando dúvidas, opinando e tecendo críticas a respeito das propostas do Avançando na prática;

3°: A socialização da oficina por parte de cada professor-cursista;

4°: O desenvolvimento da atividade da página 220 do TP 4;

5°: Avaliação da oficina quanto ao objetivo pretendido;

5°: Conclusão e apresentação das unidades 17 e 18 do TP5.

Iniciamos o encontro com um texto (de Djanira Luz, escritora e humorista) que retrata bem o duplo sentido e, ao mesmo tempo, a falha na comunicação entre leitor e receptor, mostrando que nenhuma comunicação surge do nada, é preciso que haja um elo significativo para que haja sentido e entendimento do falante e do ouvinte.

1°: Leitura do texto e reflexão referenciando a continuidade de sentidos:



Ao refletirmos percebemos que faltou uma continuidade de sentido no dialogo entre os dois e compreende-se que é preciso estabelecer na interlocução uma multiplicidade de fatores que muitas vezes não estão explícitos no texto, dependendo do conhecimento de mundo e das experiências prévias das pessoas que o interpretam. Assim, entendemos que a Oficina trabalhada: Quebra-cabeças, foi sem dúvida uma atividade que requer raciocínio lógico e muita percepção para que o produto: textos verbais e não-verbais tenham coerência e continuidade de sentidos.

2º: Discussão sobre o conteúdo estudado nas unidades 17 e 18, tirando dúvidas, opinando e tecendo críticas a respeito das propostas do Avançando na prática:

Nessas unidades, foram trabalhados o ESTILO, a COERÊNCIA, e as relações entre as partes, vivenciando a compreensão, traçando um elo entre os textos verbais e não verbais, construindo e analisando a unidade de sentidos, nos trabalhados e nos produzidos pelos alunos durante o desenvolvimento da Oficina. Percebeu-se que o professor-cursista se identificou com o avançando na prática, ou melhor, não só o professor, também os alunos pela participação efetiva demonstrando interesse e habilidade na construção e na montagem dos quebra-cabeças que, na verdade, é um ótimo exercício de percepção e raciocínio rápido para quem está executando a tarefa.

3°: A socialização da oficina por parte de cada professor-cursista:

Os professores-cursistas, de posse do material que foi trabalhado por eles e os produzidos pelos alunos, socializaram a oficina, apontando a seqüência vivenciada na sala de aula: 1º) levaram quebra-cabeças com textos verbais, não verbais, para serem montados e interpretados pelos alunos mostrando a importância da coerência e continuidade de sentidos de um texto; 2º) os professores pediram aos mesmos para trazerem gravuras para confeccionarem os seus quebra-cabeças e depois de confeccionados produzirem os textos e, ainda, recortarem estes, para que outros grupos da classe montassem e tecessem comentários a respeito, surgindo uma variedade de gêneros textuais, como: parlendas, trava-línguas, adivinhações, crônicas, provérbios, enriquecidos também com textos jornalísticos, religiosos e científicos.

4°: O desenvolvimento da atividade da página 257 do TP 5:

Os professores, em grupo, realizaram a atividade proposta analisando os elementos essenciais na construção do mesmo para a continuidade de sentidos, relacionando a linguagem não verbal à verbal e as articulações existentes na coesão e efeitos que contribuem para uma boa informação do texto escrito e dos produzidos e discutidos por todos.

5°: Avaliação da oficina quanto ao objetivo pretendido:

Acompanhando todas as oficinas, observei a interação dos alunos no desenvolvimento da mesma e o interesse demonstrado no momento da construção e socialização. Os grupos, em cada sala de aula observada, trouxeram suas gravuras, montaram seus quebra-cabeças e depois de uma breve discussão produziram textos sobre o que tinham montado, ou recortavam textos para outros grupos organizarem observando a seqüência, descobrindo a importância da coerência textual através do trabalho prático e coletivo. Também relataram a importância da intertextualidade e da criatividade na oficina desenvolvida. Senti, através dos relatos e das apresentações que os objetivos foram alcançados, porque os alunos mostraram que entenderam o propósito do trabalho com quebra-cabeça: identificar a necessidade de coerência e continuidade de sentido no texto.

5°: Conclusão e apresentação das unidades 19 e 20 do TP5.

A oficina serviu de subsídio para que o professor-cursista possa desenvolver com mais eficácia o trabalho com produção de texto na sala de aula, pois sendo uma atividade lúdica e, ao mesmo tempo, didática oportuniza-o a criar frases orais e escritas que aos poucos vão formar textos com mais significados e que podem estar intimamente ligados a busca da harmonia entre as idéias e os sentidos que se quer dar ao texto produzido. É um trabalho dinâmico, mas ao mesmo tempo, requer a participação e percepção apurada de quem orienta, para que os resultados possam ser satisfatórios dentro dos objetivos propostos, sendo coerentes, despertando interesse e emoções com quem estamos trabalhando, pois sem emoção, podemos até ser coerentes; com ela, muitas vezes somos contraditórios, mas sem ela não há sentido no que fazemos e vivemos e, ainda, podemos destorcer uma realidade que poderia dar certo. Se emocionar com o trabalho que fazemos é um sinal de que o mesmo está rendendo frutos. E no pensamento de que fruto que deverá vir sempre apresentamos as unidades 19 e 20 do TP5 para serem estudadas em casa a fim de debatermos no nosso próximo encontro, dia 05 de outubro.(fotos da Oficina).


quarta-feira, 7 de outubro de 2009

MEMÓRIAS!!!

SAUDADES!!!!

Jamais a vida terrena lhe sorrrirá de novo,

Olho em volta, tudo em vão,

Seus olhos penetrantes, seu jeito meigo de falar,

Envolvia-nos, com seu abraço,

Fazia de seu dia, uma constante oração de paz

Amar, só, você mamãe, sabia com sensatez!


Morreste a carne, uma matéria perecível.

Ora! Não morreste a alma!

Rumaste para o infinito, para as estrelas;

És uma delas, temos certeza,

Invadiste o céu, estás com Deus.

Realmente, você não é da terra.

A tua vida é no céu!


Saudades! Temos todos os dias

Amamos-lhe, sentimos sua falta

Unimos-nos e juntos suportamos a dor,

Dor, ferida invisível que nos faz sofrer

Assim é a nossa dor, peito apertado

Deus te levou, aceitamos, mas um vazio ficou,

É saudade mamãe, é saudade, que

Sentimos por te amarmos com muuuuuuito amooorrrrr!!!!!

Edileusa,

PAPAI!!!

Dentro de mim, mais precisamente no meu peito

Armazena-se uma saudade doída e profunda,

Mesmo que o tempo tenha passado trejeito

Imagino Você falando com tanta ternura

Amo meus filhos eles são minha vida

O amor permanece, mas você se foi!!!



Lembranças são tantas, não há como evitar

E a saudade que grita no peito sem cessar

Inundando minha alma que não quer calar

Tu serás sempre meu PAI, pode acreditar

E a morte, mesmo traiçoeira, não vai nos separar!

Saudades, Papai!!!!! Te amarei sempre.

Edileusa