MARIANA ESTER - MINHA NETA

MARIANA ESTER - MINHA NETA

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Relatório

Universidade de Brasília - UnB

Centro de Interdisciplinar de Formação Continuada

Área de Formação: Língua Portuguesa
Coordenador (a) da Área de Formação: Profa. Zildiler Moreira da Silva

Formador - UnB: Mestra Zenaide Dias

Formadora Municipal: Edileusa Moreira da Silva Fernandes
Estado: RN Município: Cel. João Pessoa
Nº. de cursistas: 05 (cinco) cursistas
Mês de referência:novembro/2009


TERCEIRO encontro

"Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre."(Paulo Freire)

Esse nosso encontro se realizou no dia 04 de novembro, na sala do GESTAR II, na Secretaria Municipal de Educação das sete e trinta as onze horas e trinta minutos, com o objetivo de socializar a oficina desenvolvida, planejar a próxima e analisar os projetos elaborados e em desenvolvimento pelos professores-cursistas.

pauta:

1° momento: Texto para reflexão;


2° momento: Socialização da oficina da unidade 2, TP 1;


3° momento: escolha e planejamento da Oficina da unidade 4 e elaboração do cronograma de desenvolvimento e culminância;


4° momento: leitura compartilhada, discussão e análise dos Projetos elaborados pelos professores-cursistas;


5° momento: concluindo o encontro...


DESENVOLVIMENTO:

1° momento: Texto para reflexão:

Foi apresentado um vídeo com o texto QUASE de Luiz Fernando Veríssimo para uma leitura interior de vida como ser humano e profissional.



Foi realizada a leitura compartilhada e uma breve discussão sobre o texto fazendo referência ao trabalho do GESTAR, quando muitas vezes a oficina não sai como o planejado, mas se diz “QUASE” e não é analisada e replanejada para que aconteça de fato a aprendizagem. Ou ainda, quando não trabalhamos uma atividade mais complexa e mais interessante por medo deixando de oportunizar ao aluno a vivenciar mais amplamente outras experiências. Fizemos também uma leitura do texto de Ricardo Prado, intitulado O MELHOR JEITO DE FORMAR LEITORES É DEIXAR AS CRIANÇAS LIVRES PARA INVESTIGAR, FOLHEAR E ESCOLHER O QUE QUISEREM, que está bem de acordo com a proposta do GESTAR na valorização da leitura, da escrita e da produção textual, do aprender fazendo.


O Melhor Jeito de Formar Leitores é Deixar as Crianças Livres

para Investigar, Folhear e Escolher o que Quiserem

Ricardo Prado

Vamos conhecer duas histórias felizes de leitura. Nelas, os livros derrubaram preconceitos e antigos mitos pedagógicos. O mais persistente deles sugere ao professor usar textos para treinar encontros consonantais, localizar dígrafos ou preencher fichas de compreensão. Acreditava-se, assim, matar dois coelhos: um chamado análise lingüística, outro interpretação. Mas o que estava sendo morto, a golpes de gramática, era o futuro leitor. Graciliano Ramos relata, em Infância, que tomou raiva e desconfiança dos livros justamente por vê-los como obrigação, chatice, caceteação. Se alguém como "o velho Graça" trouxe dos tempos de escola essa péssima lembrança, dá para imaginar o estrago que a obrigação fez em cabeças menos preparadas. Ler naquela época, muitas vezes em voz alta e sob estreita vigilância do mestre, era quase uma sessão de tortura. É claro que muita gente encontrou gosto na prática, apesar da compulsoriedade. Raramente, porém, isso aconteceu graças a ela.


Esse caminho não deu certo. Tanto que no último Programa Internacional
de Avaliação de Alunos (Pisa), um exame que envolveu 265 mil estudantes de 32 países no final de 2001, a última colocação dos representantes brasileiros obrigou o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, a ser taxativo: "Nossa escola não sabe ensinar a ler e ponto". O caminho alternativo aponta para a criação do hábito. E isso se consegue deixando que leiam, que digam, que pensem. "Quer coisa mais bonita que uma lombada cheia de marcas? É sinal de que muita gente passou por ali - e
certamente saiu mais rica", argumentou certa vez a consultora em educação e comunicação Madza Ednir, diante de uma professora inconformada com o mau estado de um volume dos mais disputados de sua escola.


Nossas duas histórias são felizes porque ousaram dar o verdadeiro nome ao ato de ler: emoção. Personagens misteriosos, tramas envolventes, surpresas ao virar páginas, desfechos inesperados, nada disso é um ato qualquer, corriqueiro. O escritor italiano Ítalo Calvino definia esse acontecimento mental poderoso, único, revelador de mundos, da seguinte forma: "Ler é aproximar-se de algo que acaba de ganhar existência".

O texto nos mostrou a importância do ato de ler e as propostas que levam o aluno a descobrir o prazer de ler, pois segundo Prado, as metodologias são muitas e através delas somos capazes de incentivar, inovar, motivar proporcionando o aluno a buscar conhecimentos e vivenciar novas e prazerosas experiências.

2° momento: Socialização da oficina da unidade 2, TP 1:

Os professores-cursistas detalharam como foi trabalhada a Oficina escolhida, apontando as falhas e contratempos, mas também o aprendizado adquirido durante todo o trabalho. Dos cinco professores, quatro trabalharam “O CASAMENTO DOS PEQUENOS BURGUESES” dramatizando, coreografando, encenando de maneira criativa e participativa. Usaram ainda, outros textos do AAA para serem encenados e interpretados e a produção de outros pelos alunos que foram apresentados no momento da culminância. Vale salientar que os textos foram escolhidos pelos alunos após a leitura de uma variedade de tipos e gêneros textuais levados pelos professores, pois tornar o hábito da leitura uma prática prazerosa no dia-a-dia do aluno é uma tarefa que desafia o educador. Parafraseando PAIVA, para superá-la, sua capacidade de analisar criticamente os textos disponíveis no processo de leitura deve favorecer uma construção de sentidos abrangendo diversas linguagens – a corporal, a imagética, a plástica, a musical, fazendo uma relação intima do aluno com os livros e, mais precisamente com os textos que lê.

3° momento: escolha e planejamento da Oficina da unidade 4 e elaboração do cronograma de desenvolvimento e culminância:

Em grupo, os professores-cursistas leram discutiram, analisaram e escolheram o Avançando na Prática da seção 3 da unidade 4, modificando um pouco a metodologia da mesma, optaram trabalhar os livros da Literatura em Minha Casa e fizeram um breve esquema de como será realizada a oficina:

Escolher os livros (Obras);

Apresentar a oficina aos alunos;

Dividir a turma em grupo conforme os personagens do livro escolhido;

Ler a Obra na aula fazendo a interpretação do que leu;

Preencher ficha de leitura: Os elementos da narrativa; autor, edição, volume

publicação, genero;

Dramatizar um ato, cena ou capitulo do livro lido;

Socialização: em poucas palavras contar a história do livro, o porquê da escolha do

ato, cena ou capitulo que irão encenar;

Avaliação oral e/ou escrita sobre a oficina desenvolvida.

4° momento: leitura compartilhada, discussão e análise dos Projetos elaborados pelos professores-cursistas:

Depois da oficina planejada, em grupo, foram analisados os projetos elaborados e discutindo o desenvolvimento dos mesmos percebeu-se a semelhança nas atividades propostas e na metodologia utilizada. Assim os professores-cursistas decidiram unificar o projeto dando continuidade ao trabalho com um objetivo comum: LEITURA, ESCRITA E PRODUÇÃO TEXTUAL, levando o aluno a novas descobertas, incluindo o ponto de vista, pois como frisa a seção 3 da unidade 4 do TP1: “Como professor, é importante que não só suas atitudes, mas também suas propostas incentivem seus alunos a saírem do lugar onde estão para ocuparem o lugar do outro, para então tentarem enxergar as coisas de mais de um ângulo”. Nessa perspectiva, o projeto unificado dará oportunidade de se identificar a riqueza de pensamentos, de criatividade e criticidade dos alunos em cada etapa realizada em cada escola. (ver o Projeto em outra janela)

5° momento: concluindo o encontro...

Foi muito bom. Estudamos, discutimos, colocamos o nosso ponto de vista sobre o trabalho desenvolvido, mostrando que ainda é necessário muito estudo, muita vontade e muito dinamismo para continuar educando, oferecendo oportunidades para que os alunos possam sonhar juntos e transformar esse sonho na mais bela realidade, pois somos fios condutores de tantos jovens que buscam uma vida mais justa, mais humana e social. Eu resumo esse encontro em uma frase do psicólogo e educador Augusto Cury: "Ser educador é ser um poeta do amor. Educar é acreditar na vida e ter esperança no futuro. Educar é semear com sabedoria e colher com paciência."

Algumas fotos da Oficina:




Planejamento 3° Encontro

SEGUNDA ETAPA DO GESTAR II

Universidade de Brasília - UnB

Centro de Interdisciplinar de Formação Continuada

Área de Formação: Língua Portuguesa
Coordenador (a) da Área de Formação: Profa. Zildiler Moreira da Silva

Formador - UnB: Mestra Zenaide Dias

Formadora Municipal: Edileusa Moreira da Silva Fernandes
Estado: RN Município: Cel. João Pessoa
Nº. de cursistas: 05 (cinco) cursistas
Mês de referência:novembro/2009


Planejamento do TERCEIRO encontro:


"Mas, o planejamento só é ético quando visa um crescimento que possa se traduzir em melhor qualidade da vida coletiva, um cenário melhor para a vida de todos, e só é democrático quando procura incorporar todos osenvolvidos no processo de planejar "(João Caramez).


OBJETIVOS:

  • Ler, refletir o vídeo “QUASE” de Luiz Fernando Veríssimo, constituindo uma unidade de informação e fazer comparações com o trabalho do GESTAR ,
  • Socializar a Oficina da unidade 2;
  • Discutir, junto aos professores, a oficina trabalhada fazendo uma revisão sobre o material estudado e posto em prática na sala de aula apontando resultados;
  • Realizar estudo e discussão da oficina 1 da unidade 2 em grupos pequenos e socializar o que foi estudado e discutido nos grupos menores
  • Ler, discutir, analisar e escolher O Avançando na Prática da Unidade 4;
  • Planejar e simular a oficina escolhida;
  • Elaborar cronograma de desenvolvimento e socialização da oficina na sala de aula de cada professor e em cada escola;
  • Realizar estudo e discussão dos Projetos elaborados pelos professores-cursistas vendo as possibilidades de tempo para o desenvolvimento dos mesmos.


METODOLOGIAS:

· Leitura compartilhada dos Projetos elaborados pelos professores-cursistas fazendo analise e discussão

dos mesmos;

· Discussão e socialização da oficina da unidade 2;

· Point power com texto reflexivo:

· Estudo dirigido;

· Atividades coletivas;

· Planejamento e simulação da Oficina da unidade 4;

· Elaboração do cronograma para o desenvolvimento e socialização da oficina na sala de aula de cada

professor por escola;


AVALIAÇÃO:

  • O encontro será avaliado continuamente, através da participação do professor-cursista nas discussões e interação nas atividades desenvolvidas., bem como na elaboração e simulação da oficina a ser aplicada em sala de aula com seus alunos.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BRASIL, Ministério de Educação: Programa de Gestão da Aprendizagem Escolar – GESTAR II, TP1, unidades 2 e 4; Secretaria de Educação Básica 2008

terça-feira, 27 de outubro de 2009

SEGUNDO ENCONTRO - SEGUNDA FASE

segunda fase

Universidade de Brasília - UnB

Centro de Interdisciplinar de Formação Continuada

Área de Formação: Língua Portuguesa
Coordenador (a) da Área de Formação: Profa. Zildiler Moreira da Silva

Formador - UnB: Mestra Zenaide Dias

Formadora Municipal: Edileusa Moreira da Silva Fernandes

Estado: RN

Município: Cel. João Pessoa

Nº. de cursistas: 05 (cinco) cursistas

Mês de referência: Outubro/2009


relatório do SEGUNDO encontro –


"Felizes os que humildemente olham o espelho de sua vida, que descobrem que não são deuses, que procuram superar a necessidade doentia de poder, de controlar os outros, de se fixar em preocupações, pois deles é o sabor inefável da liberdade e o paladar inexprimível da sabedoria”. (Augusto Cury)


Oi! Este é o nosso segundo encontro, nesta segunda fase. Que bom, estamos caminhando, nos encontrando e alcançando o queremos!!!


pauta:


1° momento: Texto para reflexão;

2° momento: Socialização da oficina da unidade 2, TP 1;

3° momento: estudo das unidades 3 e 4 do TP 1;

4° momento: Leitura, discussão, análise escolha das atividades do AAA a serem trabalhadas na sala de aula:

5° momento: concluindo o encontro...


DESENVOLVIMENTO:


1° momento: Texto para reflexão:



Realizou-se no dia 17 do corrente o segundo encontro do GESTAR II, na sala da Secretaria Municipal de Educação, para socializarmos a oficina do TP 1 e estudarmos as unidades 3 e 4, o mesmo teve duração de quatro horas iniciando as sete e trinta e terminando as onze horas e trinta minutos. Iniciamos com um texto para refletirmos um pouco o nosso ser GENTE, e nossa disponibilidade e fraternidade dentro e fora do trabalho (apresentado em slides), suscitando uma partilha de opiniões e pontos de vista a respeito do que lemos, envolvendo toda a vida pessoal e profissional, porque o bom desempenho de uma, está totalmente ligada a outra.

2° momento: Socialização da oficina da unidade 2, TP 1:

Esse momento foi um pouco frustrante, porque não fizemos a socialização, visto que os professores-cursistas alegaram os contratempos em suas escolas, como: planejamentos, reuniões, estudos, os quais já estavam agendados desde o início do ano letivo e não poderam ser adiados, atrapalhando o dia da socialização da oficina nas salas de aula, assim fizemos um novo agendamento para a socialização, aproveitando para esclarecer algumas dúvidas e trocar informações uns com os outros a respeito do desenvolvimento da mesma, modificando alguns pontos que ainda não estavam coerentes com o objetivo proposto: desenvolver no aluno a capacidade de criar, representar e dramatizar textos do TP e AAA 1, através da leitura, dos textos musicados e da interpretação dos mesmos.


3° momento: estudo das unidades 3 e 4 do TP 1:

Continuando, passamos para o estudo das unidades 3 e 4 do TP1 estudando na 3: O TEXTO COMO CENTRO DAS EXPERIÊNCIAS NO ENSINO DA LÍNGUA; e na 4: A INTERTEXTUALIDADE. A partir do estudo realizado em casa, já iniciamos discutindo a importância de se trabalhar textos na sala de aula, tendo em vista que a oralidade e a escrita são práticas interdependentes e importantes da sociedade atual e não podem ser tomadas como estanques e isoladas. Trata-se de processos eficientes, enquanto condições discursivas das formas de produção de conhecimento, seja em português ou qualquer outra disciplina, porque o texto, segundo Antonieta Antunes, é toda e qualquer unidade de informação, no contexto da enunciação. Assim toda e qualquer disciplina que lecionamos é composta de textos que devem ser explorados para melhor entendimento do aluno e maior eficácia no seu desenvolvimento cognitivo e social. Refazendo uma leitura na seção 2 da unidade 3, foi enfatizado muito bem o que está exposto nos Parâmetros Curriculares Nacionais sobre a importância do trabalho com texto na sala de aula:


A importância e o valor dos usos da linguagem são determinados historicamente segundo as demandas sociais de cada momento. Atualmente, exigem-se níveis de leitura e de escrita diferentes dos que satisfizeram as demandas sociais até há bem pouco tempo - e tudo indica que essa exigência tende a ser crescente. A necessidade de atender a essa demanda obriga à revisão substantiva dos métodos de ensino e à constituição de práticas que possibilitem ao aluno ampliar sua competência discursiva na interlocução.

Nessa perspectiva, não é possível tomar como unidades básicas do processo de ensino as que decorrem de uma análise de estratos – letras/fonemas, sílabas, palavras, sintagmas, frases – que, descontextualizados, são normalmente tomados como exemplos de estudo gramatical e pouco têm a ver com a competência discursiva. Dentro desse marco, a unidade básica do ensino só pode ser o texto.”

(BRASil. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental:língua portuguesa/Secretaria de Educação Fundamental/ Brasília:MEC/SEF, 1998, p.23).

Os professores-cursistas falaram que a experiência do trabalho com texto na sala de aula deixa o aluno mais criativo, dinâmico e participativo nas atividades propostas e possibilita maior interação entre leitor e interlocutor, visto que a leitura é uma atividade que se realiza individualmente, mas que se insere num contexto social envolvendo disposições atitudinais e capacidades que vão desde a decodificação do sistema de leitura e escrita até a compreensão e a produção de sentidos para os diversos textos lidos ou produzidos por ele. Foi lido e discutido o texto AMPLIANDO NOSSAS REFERÊNCIA; e ainda, estudamos as seções da unidade 4, fazendo leitura compartilhada e algumas discussões sobre a intertextualidade, enriquecida por um vídeo dos Trapalhões que mostra claramente a paródia, uma das formas muito trabalhada em sala de aula.

Assim pode-se constatar que a língua deve entrar na escola da mesma maneira que existe vida afora, ou seja, por meio de práticas sociais de leitura e de escrita, pois a perspectiva do GESTAR é formar alunos que saibam produzir e interpretar textos de uso social sendo eles orais e escritos e que tenham trânsito livre nas várias situações sociocomunicativas que permitem plena participação no mundo atual.


4° momento: Leitura, discussão, análise escolha das atividades do AAA a serem trabalhadas na sala de aula:

Foi realizada, em grupo, uma leitura e discussão sobre as atividades do AAA a serem trabalhadas na sala de aula sendo escolhidas aquelas que oportunizam maior interação entre os alunos e de maior referência com a intertextualidade e que proporcionem os mesmos a criar, interpretar e viver situações interessantes atribuindo um novo significado nas relações do ler, do ouvir e do falar.


5° momento: concluindo o encontro...

Como não houve a socialização da oficina da unidade 2, os professores não escolheram a da unidade 4 nesse encontro, ficando para o próximo após a socialização da anterior, então foi concluído o estudo com a avaliação do mesmo, como proveitoso porque proporcionou momentos de reflexão, leitura e discussão sobre a importância do trabalho com texto na sala de aula, a pluralidade intertextual apresentada que oportuniza o professor a lidar com uma variedade de textos, e ao mesmo tempo, oferecer ao aluno subsídios para que o mesmo possa produzir, ler e escrever vivenciando diversas situações de aprendizagem. Pois, trabalhar com textos é deixar aparecer às contradições, as semelhanças, as diferenças, as opiniões, o criar e o expandir. É trabalhar com uma pedagogia que cria condições para que aconteçam as articulações, as descobertas, os conflitos e o debate, estabelecendo relações de aprendizagem entre todos os alunos e de confiança com o professor, dando margem ao mesmo de repetir a frase de Marilena Chauí: “ao professor não cabe dizer faça como eu, mas faça comigo”, portanto a tarefa da escola e de todos os educadores que nela atuam, é a de aumentar o repertório dos aprendizes, facilitar a aprendizagem, gerar condições e ambientes para o estabelecimento de articulação, entre informações e conexões múltiplas e sínteses. É ensinar que ler e escrever trabalhando textos, promovem socialmente, dão acesso à cultura e ao conhecimento, são um modo de relacionar o que se faz na escola com o que existe fora dela e que essa prática desenvolve-se através de responsabilidade partilhada entre professor e aluno, em que o primeiro atua como guia, apoio, mediador de cultura e o segundo como sujeito ativo da aprendizagem.



planejamento do segundo encontro do GESTAR II



Universidade de Brasília - UnB

Centro de Interdisciplinar de Formação Continuada

Área de Formação: Língua Portuguesa
Coordenador (a) da Área de Formação: Profa. Zildiler Moreira da Silva

Formador - UnB: Mestra Zenaide Dias

Formadora Municipal: Edileusa Moreira da Silva Fernandes
Estado: RN Município: Cel. João Pessoa
Nº. de cursistas: 05 (cinco) cursistas
Mês de referência: Outubro/2009


Planejamento do SEGUNDO encontro:

OBJETIVOS:

  • Ler, refletir o vídeo “O DIA MAIS BELO”, procurando dar significado as imagens (não-verbal), constituindo uma unidade de informação e fazer comparações com o trabalho do GESTAR ,
  • Socializar a Oficina da unidade 2;
  • Discutir, junto aos professores, a oficina trabalhada fazendo uma revisão sobre o material estudado e posto em prática na sala de aula apontando resultados;
  • Realizar estudo e discussão da oficina 1 da unidade 2 em grupos pequenos e socializar o que foi estudado e discutido nos grupos menores
  • Estudar as unidades 3 e 4 do TP 1,
  • Realizar atividades das unidades no TP;
  • Ler, discutir e analisar as atividades do AAA e escolher aquelas adequadas ao nível da turma a serem trabalhadas pelos professores-cursistas na sala de aula.


METODOLOGIAS:

· Leitura compartilhada;

· Discussão e socialização da oficina da unidade 1;

· Point power com o conteúdo das unidades 3 e 4 do TP 1;

· Estudo dirigido;

· Atividades coletivas;

· Análise e escolha das atividades do AAA para serem trabalhadas em sala de aula;

· Socialização de estudo a partir do detalhamento das unidades;

· Aula expositiva e dialogada.


AVALIAÇÃO:

  • O encontro será avaliado continuamente, através da participação do professor-cursista nas discussões e interação nas atividades desenvolvidas., bem como na elaboração e simulação da oficina a ser aplicada em sala de aula com seus alunos.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BRASIL, Ministério de Educação: Programa de Gestão da Aprendizagem Escolar – GESTAR II, TP1, unidades 2, 3 e 4; Secretaria de Educação Básica 2008

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

PLANEJAMENTO E RELATÓRIO - SEGUNDA FASE

segunda fase

relatório do primeiro encontro –

pauta:

1° momento: Texto para reflexão;

2° momento: Socialização da oficina da unidade 20, TP 5;

3° momento: estudo das unidades 1 e 2 do TP 1;

4° momento: Leitura, discussão, análise escolha dentre os Avançando na Prática da unidade 2, a ser aplicada na sala de aula:

5° momento: planejamento da Oficina e elaboração do calendário da socialização da mesma;

6° momento: concluindo o encontro...

Olá! eSTAMOS REUNIDOS PARA O NOSSO PRIMEIRO ENCONTRO PARA ESSA SEGUNDA FASE: SEJAM TODOS BEM-VINDOS!!!

“Falar é uma das atividades humana e cultura, falar bem é uma arte, mas falar para que os outros entendam é mais que uma arte, é sabedoria, porque a fala é a maior arma da comunicação”

desenvolvimento:

1° momento: Texto para reflexão:

Retrato de velho

Tem horror a criança. Solenemente, faz queixa do bisneto, que lhe sumiu com a palha de cigarro, para vingar-se de seus ralhos intempestivos. Menino é bicho ruim, comenta. Ao chegar a avô, era terno e até meloso, mas a idade o torna coriáceo.

No trocar de roupa, atira no chão as peças usadas. Alguém as recolhe à cesta, para


Lavar.

Ele suspeita que pretendem subtraí-las, vai à cesta, vasculha, retira o que é seu, lava-o, passa-o. Mal, naturalmente.

– Da próxima vez que ele vier, diz a nora, terei de fechar o registro, para evitar que ele desperdice água.

Espanta-se com os direitos concedidos às empregadas. Onde já se viu? Isso aqui é o paraíso das criadas. A patroa acorda cedo para despertar a cozinheira. Ele se levanta mais cedo ainda, e vai acordar a dona de casa:

– Acorda, sua mandriona, o dia já clareou!

As empregadas reagem contra a tirania, despedem-se. E sem empregadas, sua presença ainda é mais terrível.

As netas adolescentes recebem amigos. Um deles, o pintor, foi acometido de mal súbito e teve de deitar-se na cama de uma das garotas. Indignação: Que pouca-vergonha é essa? Esse bandalho aí conspurcando o leito de uma virgem? Ou quem sabe se nem é mais virgem?

– Vovô, o senhor é um monstro!

E é um custo impedir que ele escaramuce o doente para fora de casa. – A senhora deixa suas filhas irem ao baile sozinhas com rapazes? Diga, a senhora deixa?

– Não vão sozinhas, vão com os rapazes.

– Pior ainda! Muito pior! A obrigação dos pais é acompanhar as filhas a tudo quanto é festa.

– Papai, a gente nem pode entrar lá com as meninas. É coisa de brotos.

– É, não é? Pois me dá depressa o chapéu para eu ir lá dizer poucas e boas!

Não se sabe o que fazer dele. Que fim se pode dar a velhos implicantes? O jeito é guardá-lo por três meses e deixá-lo ir para outra casa, brigado. Mais três meses, e nova mudança, nas mesmas condições. O velho é duro:

– Vocês me deixam esbodegado, vocês são insuportáveis! – queixa-se ao sair.

Mas volta.

– Descobri que paciência é uma forma de amor – diz-me uma das filhas, sorrindo.


ANDRADE, Carlos Drummond de. Retrato de velho. In A bolsa & a vida. Rio de Janeiro, 1962. p. 207-209.


Ao ler o texto, percebeu-se a existência de alguns dialetos que foram identificados, houve discussão sobre os mesmos, sendo apontados outros de uso comum. Analisamos o texto também, numa visão mais ampla: social e cultural, que mostra a concepção de ontem e de hoje sobre a vida do jovem na sociedade, costumes, doutrinas e educação. Refletimos um pouco sobre o tratamento com o idoso, os cuidados, carinho, e/ou descaso com alguns pelos seus familiares. Toda a discussão permeou um pensamento mais aberto sobre o trabalho que estamos desenvolvendo no GESTAR, um olhar crítico sobre a escola, seus membros, a aceitação ou não do Programa, e de certa forma, a chegada do novo que trouxe um impacto positivo no modo de ensinar (orientar) e de aprender, oportunizando o aluno a descobrir os seus conhecimentos, através de suas produções, construções e curiosidades.

2° momento: Socialização da oficina da unidade 20, TP 5:

A socialização se deu de maneira clara e concisa. Cada professor-cursista fez o relato sobre o trabalho com mais quebra-cabeças, desta vez só textos escritos com inúmeras sugestões de organização dos mesmos sem que perdessem o sentido e o estilo da forma original em que se encontravam. Foi uma retomada da unidade 18 para detectar as falhas na aprendizagem do aluno e no trabalho do professor-cursista, para a partir daí, tentar melhorar o nível de produção e a continuidade de sentidos nos textos elaborados, com cuidado para não ferir a criatividade no ato da escrita, levando o aluno a perceber a importância da comunicação na relação humana.

3° momento: estudo das unidades 1 e 2 do TP 1:

Os cursistas fizeram uma leitura prévia das unidades 1 e 2, que foram discutidas no decorrer do estudo. Usamos o material fornecido pela mestra Zenaide e introduzimos mais alguns que os mesmos acharam necessários. A partir dos textos de cada seção, foram debatidas questões relacionadas ao conteúdo que estava sendo estudado, como: AS VARIANTES LINGUÍSTICAS: a língua e cultura, dialetos e registros do Português. Através do texto reflexivo mostrou-se os valores, tanto pessoais quanto de grupos que são construídos historicamente expressando a cultura das pessoas , suas experiências de vida em determinada época e lugar. Constatou-se que a língua é um sistema a ser seguido, mas é aberto e oferece outras possibilidades de variação de uso se integram e se internalizam para formar um todo organizado. Durante todo estudo foram vistas as questões das variantes lingüísticas, a norma culta e a vivência no cotidiano de quem está lidando com alunos de sexto ao nono ano, idade para gírias e dialetos de grupos. Continuando o estudo, lemos e discutimos o texto “Ampliando nossas referências”, para melhor entender a variação lingüística. Foram realizadas, ainda, as atividades do TP seguida de debate e de diálogo. Apreciando as músicas ASSUM PRETO, de Luiz Gonzaga na voz de Elba Ramalho e TROCANDO EM MIÚDOS, de Chico Buarque de Holanda, fez-se um paralelo entre a norma culta e a linguagem coloquial existentes nas mesmas, observando a significação e a eficiência no trato com a gramática na sala de aula objetivando desenvolver no aluno a capacidade de compreender e produzir os mais diferentes tipos de textos, para as mais diversas situações de uso da língua. Com a atividade referente ao CASAMENTO DOS PEQUENOS BURGUESES, (Chico Buarque), questionou-se a qualidade do texto literário e uso da língua padrão, como também a riqueza ou não na criatividade da letra e a oportunidade de se trabalhar mais as atividades orais em sala de aula. Em equipe, foi realizado o estudo, a analise e escolha das atividades do AAA a serem trabalhadas na sala de aula, justificando o porquê das escolhas

4° momento: Leitura, discussão, análise escolha dentre os Avançando na Prática da unidade 2, a ser aplicada na sala de aula:

Após o estudo, hora de escolher um dos AVANÇANDO NA PRÁTICA para ser trabalhado com os alunos dentro das horas vivenciais. Em grupo, leram, debateram e escolheram o da seção 2 da unidade 2 por considerarem mais abrangente, no sentido de oportunizar um trabalho de linguagem oral e escrita e de expressão visual mais criativo e dinâmico na dramatização. Forma escolhidos, além dos dois textos: CASO DO VESTIDO E CASAMENTO DOS PEQUENOS BURGUESES, outros textos do AAA, para serem distribuídos conforme o número de grupos formados nas salas.

5° momento: planejamento da Oficina e elaboração do calendário da socialização da mesma:

Após a escolha, juntos planejamos o trabalho com a oficina e traçamos um calendário para a socialização com o objetivo de podermos acompanhar cada professor-cursista apoiando e auxiliando durante o desenvolvimento de todo o trabalho.

6° momento: concluindo o encontro...

O encontro suscitou um despertar mais significativo para o trabalho com a língua portuguesa. Os professores sentiram a necessidade de trabalhar mais a linguagem oral, não apenas com as situações de fala, mas com as de escuta, a modalidade escrita como atividade constante da sala de aula, observaram que os bons textos devem ser oferecidos para a turma, sejam eles literários ou não, tendo o cuidado de não estabelecer relações indevidas entre escrita, norma culta e registro formal e literatura, ou fala e informalidade. Com o trabalho os próprios alunos descobrirão os erros e os acertos. Por isso é muito importante que se valorize os textos produzidos por eles, assim, os mesmos sentirão que suas produções têm valor de cunho humano e cultural. “Trabalhar o erro é tão importante quanto trabalhar o acerto. É na descoberta do erro que se descobre como acertar. Mas o que é o erro? Talvez eu não consiga responder, pois vivo errando, mas quero continuar vivendo para descobrir como se trabalhar o CERTO!